A saudade bate na porta
O vento frio pode ser ouvido lá fora, soprando contra os telhados e emitindo um som ritmado com as batidas do meu coração, me lembro bem de noites como essa, não demorará muito até o convidado indesejado bater na porta.
A saudade trajando roupas de outra época, extravagante como ela é, bate com força na madeira e o som da batida se espalha por todo lugar.
A deixei entrar, com saudade de sentir saudade, a deixo sentar, e com medo de não mais sentir saudade, a deixo deitar ao meu lado.
Agora a noite já não é mais tão gelada, porque tenho a fogueira das memórias para me aquecer e ainda que a saudade fique muito tempo por aqui, ela é como um fantasma e jamais poderei toca-la, porém é o suficiente por enquanto, já é possível dormir imaginando estar ao seu lado.

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